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Dicas Práticas para Crianças – Transforme não faça em FAÇA.

Essas dicas são para crianças de qualquer idade, adolescentes e acredite adultos também! Transforme o não faça em FAÇA com essas dicas práticas para crianças.

Vamos começar com uma brincadeira. Vou pedir para você NÃO PENSAR EM UM ELEFANTE ROSA COM SUA LONGA TROMBA BALANÇANDO! O que ocorreu? Imediatamente, pensamos em um elefante rosa com sua longa tromba balançando.

O mesmo acontece com as crianças quando dizemos:

– Não corra

– Não lamba a colher

– Não joga o brinquedo no chão

– Não briga

– Não grita

– Não bata em mim

– Não jogue sua comida

– Não fale com a boca cheia

– Etc…

Quando dizemos ou ouvimos alguma frase com a palavra não, automaticamente ocorre a imagem ou pensamento na cabeça. É cientificamente impossível não pensar em um elefante cor de rosa, quando lhe foi dito para não pensar!

Difícil, não é? Ou melhor desafiador! Vamos juntos tentar seguir essas dicas preciosas!

Se é desafiador para nós adultos que temos grande quantidade de experiências de linguagem e do que as palavras significam, agora pense como é para uma criança que está apredendendo a linguagem e o que elas significam. É provável que você consiga exatamente o que não quer.

Quando dizemos para as crianças:

– Não corra, elas “ouvem” corra…

– Não lamba a colher, elas “ouvem” lamba a colher…

– Não joga o brinquedo no chão, elas “ouvem” jogue o brinquedo no chão…

– Não brigue com seus amigos, elas “ouvem” brigue com seus amiguinhos…

– Não grita comigo, elas “ouvem” grita comigo…

– Não bata em mim, elas “ouvem” bata em mim…

– Não jogue sua comida, elas “ouvem” jogue sua comida…

– Não fale com a boca cheia, elas “ouvem” fale com a boca cheia…

– Etc…etc…etc…

Sempre que se ouvir pensando ou dizendo “Não faça…”, “Você não pode…” ou “Você não deveria…”, pergunte a si mesmo:

O que posso fazer para encorajar a criança, meu filho(a), sobrinho(a) e/ou aluno(a) a fazer algo que seja produtivo e eficaz?

Diga a criança o que quer que ela faça. Use palavras simples, objetivas e claras para oferecer essa alternativa a ela. Faça com que as palavras soem vívidas para atrair a atenção e interesse. Lembre-se de que a criança cria uma impressão de sua sugestão, baseada nos seus exemplos e/ou argumentos.  

A sugestão é: dê o comando positivo sempre encorajando a criança e oferecendo a sua opção de forma positiva! Reconstrua as frases de um modo positivo!

Segue alguns exemplos para transformar não faça em FAÇA:

– Não fale de boca cheia! Troque por: Fale quando tiver engolido esse bocado, então eu poderei ouvir você melhor.  

– Não corra na rua! Troque por: Ande pela calçada.

– Não pegue biscoitos na lata. Troque por: Você pode pegar uma fruta ou um suco.

Não bata isso, você vai quebrar! Troque por: Segure isso com muito cuidado ou coloque isso aqui ou me entregue isso com cuidado.

Lembre-se, não existem mágicas e respostas corretas. Tem apenas o que pode funcionar para se obter um resultado positivo e produtivo para você e para criança na situação presente.

Dicas para bons resultados:

– Tudo bem dizer a criança o que você não quer que ela faça, desde que você diga, em seguida, o que você quer que ela faça.

– Quando for apropriado, reforce suas palavras com uma demonstração clara do comportamento que você deseja. Ex.: Nós comemos assim…Seguido de uma demonstração clara de você fazendo o que quer ensinar. Com crianças bem pequenas, você pode demonstrar e ajudá-las a fazer o que está pedindo.

– Transformar o não faça em FAÇA é uma boa maneira de ensinar à sua criança comportamentos relevantes e uteis, quando e onde são apropriados. Se você está “lutando” para conseguir um faça apropriado, pergunte a si mesmo: O que eu faço nesta situação? Pode ser produtivo mostrar e dizer a criança para fazer o mesmo. (Veja exemplos no final do post).

– Em determinadas ocasiões, algumas crianças (e adolescentes) respondem muito bem a um desafio “saudável’ do tipo prove que estou errado. Para fazer isso, comece a explicar o que você quer que ela faça com um desafio, algo como: “Aposto que você não consegue…” ou “Não sei se você consegue…” – A criança e/ou adolescente, desafiadoramente, fará o que você quer que ela faça para provar que você está errado. Aí, você precisa ficar impressionado com o que ela acabou de fazer. Ex.: “Acho que você não consegue colocar todas essas roupas antes de eu ter escovado meus dentes.” Seguido por: “Uau! Você está todo vestido! Use prove que estou errado com atenção, verifique se está tendo uma boa resposta. Se não deu certo, use outro método.

Agora é sua vez! Proponho que você faça por escrito alguns exercícios de alguns desafios do seu dia a dia, reconstruindo suas frases de maneira positiva. Antes de partir para ação, faça sozinho este exercício para contrapor a cada um dos não faça. Quando tiver terminado, leia para você em voz alta, olhando carinhosamente para suas sugestões.

Se você já usa este método, embora você possa chamar de algo simples. A diferença é que agora você pode compreender o porquê e como funciona, encorajando outras pessoas a fazer o mesmo. Se você diz as crianças apenas o que não quer que elas façam, elas ficarão confusas e tenderão a mostram sua frustração. É muito melhor oferecer sugestões e/ou opções que elas possam fazer.

Segue aqui mais alguns depoimentos e exemplos de sucesso:

“No supermercado, eu costumava dizer “Não saia correndo” ou “Não corra na rua”, para meu filho pequeno. Eu consegui um comportamento muito melhor, em instantes, quando disse para ele: fique perto do carrinho, fique ao meu lado ou atravesse a rua ao meu lado”

“Meus filhos estavam balançando as facas e os garfos durante a refeição. Eu disse a eles para colocar os talheres em seus pratos quando não estavam usando, mas isso pareceu não ajudar muito. Quando me perguntei: “O que eu faço nessa situação?”, percebi que raramente eu coloco meus talheres pousados no prato: eu estava ocupada enchendo meu garfo para a próxima garfada. Quando eu disse às minhas crianças para fazer isso também, eu consegui um resultado melhor – balançaram menos os talheres e ficaram focados em comer.”

“Eu realmente tento focar no “faça” e pensar muito rápido em como reconstruir as frases de um modo mais positivo para ter a resposta que quero em vez de dizer, de imediato, “não faça”, o que produzia muita culpa em mim quando dito. Meu filho responde bem quando falo com ele de forma mais positiva, e eu percebi uma atmosfera diferente em casa, muito mais positiva e calma. Em vez de gritar: “Não fale assim comigo”, agora eu digo: “Mamãe vai ouvir quando você falar com gentileza”, e isso sempre dá certo.”

Dê seu exemplo! O poder do exemplo dos pais é a base na educação dos filhos.

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